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Estética do Pixo Paulista
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O pixo possui uma estética diferente de quaisquer outras linguagens e estilos gráficos presentes nas artes plásticas e visuais. Além disso, também varia de região para região, com cada metrópole tendo seu próprio estilo de pixação para seus diferentes tipos de comunicação. No Rio de Janeiro, o pixo tem o nome de "xarpi", enquanto que aqui, em São Paulo, falamos de "pixo reto". Sobre o pixo reto, essas são algumas características:
Letras retas, alongadas e pontiagudas: essa é a marca registrada do pixo paulista e que batiza o nome de "pixo reto". As letras são desenhadas com traços retos e alongados, criando uma aparência angular e agressiva. Essa estética se diferencia das pichações encontradas em outras partes do mundo, como o "xarpi" do Rio de Janeiro.
Confira a diferença do Xarpi para o Pixo:


Monocromia: O uso de apenas uma cor na pixação é outra característica marcante. Essa escolha estética contribui para a aparência crua e impactante do pixo, além de facilitar a sua execução em condições adversas.
Ocupação máxima do espaço: as letras do pixo são projetadas para ocupar o máximo de espaço possível na superfície. Essa característica reflete a busca por visibilidade e impacto visual, além de ser um elemento importante na disputa por "ibope" entre os pixadores.
Ilegibilidade: a tipografia do pixo é frequentemente ilegível para aqueles que não estão inseridos na cultura do movimento. Essa ilegibilidade intencional contribui para o caráter transgressor do pixo, criando uma linguagem própria e inacessível para a maioria da sociedade.
Influências do Punk e Heavy Metal: a estética do pixo reto foi influenciada pelos cartazes e encartes de CDs de bandas punk e heavy metal dos anos 1980. Essa influência é visível na tipografia angular e agressiva, que remete à estética rebelde e subversiva desses gêneros musicais.
A "Grife" como elemento identitário: Os grupos de pixadores utilizam uma "grife", um símbolo que os identifica e os diferencia dos demais. A grife é um elemento importante na construção da identidade do grupo e na disputa por reconhecimento dentro do movimento.
Enquanto que o pixo é interditado pela Lei como crimes de vandalismo, é indiscutível que sua manifestação carrega uma potência artística e comunicativa. O debate sobre a pixação ocupar os espaços de arte está aí há muitos anos, e será sempre um tema polêmico a se discutir. O pixo é uma expressão e sua estética claramente não é semelhante a nada que ocupa os museus e as galerias de arte, mas seria esse um ponto para negar totalmente a sua ocupação?

Dicas de mediação
Encontre um pixo com os elementos descritos ou leve a imagem “anatomia do pixo” impressa ou digitalmente distribuída e apresente os “órgãos” da pixação.
Perguntas mediadoras
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Como que o pixo pode ocupar o lugar da arte sem perder sua essência radical?
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Quais locais dos grupos de pixação você consegue encontrar durante o percurso? e grifes? E datas?
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Quais pixos você conhece? Quais pixos você vê no seu dia-a-dia?
Dicas de referências
Artigo "Pixação: A arte em cima do muro", https://www.goodreads.com/book/show/27245915-pixa-o
Artigo: Pixo: Tradução, Intraduzibilidade e Potência na Comunicação de Gabriela Ismerim Lacerda e Nilton F. de Carvalho
https://portalintercom.org.br/anais/nacional2020/resumos/R15-2235-1.pdf
Pensador, pesquisador e artista Cripta Djan
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