Você está na Parada 3:
História do carandiru
Clique nos botões para acessar os guias!

O bairro do Carandiru é marcado por uma história traumática e de rebeliões que mudaram significativamente o lugar e as pessoas não somente da região, mas de toda São Paulo. É conhecido principalmente pela antiga Casa de Detenção do Carandiru, inaugurado em 1956 e desativado em 2002, lugar que continha cerca de 8000 presos, número muito maior do que a capacidade total, e que foi onde ocorreu a maior tragédia do sistema carcerário brasileiro: o Massacre do Carandiru, onde mais de 100 detentos foram assassinados por uma ação impensada da polícia e autorizada pelos responsáveis governamentais da época. Hoje, essa história é um lembrete da luta por justiça social e reformulação do espaço urbano.
Após a sua desativação, a região onde ficava o antigo complexo penitenciário foi transformada em um grande centro recreativo e educacional, com a criação do Parque da Juventude, com espaços para atividades esportivas e culturais, e que abrange outros prédios importantes para o bairro, como o Museu Penitenciário Paulista, ocupando os resquícios da antiga Casa de Detenção, fundado em 2014, e as duas ETECS, a de Artes e a do Parque da Juventude, dividindo dois prédios no parque, se destacando como instituições importantes para o desenvolvimento cultural da região.

Essas medidas de retomada do lugar para os moradores e para toda a população de São Paulo são de suma importância. A revitalização garante o direito à cidade e a manutenção da memória de todos os acontecimentos traumáticos do lugar, ressignificando o espaço, mudando sua narrativa de um local de encarceramento e sofrimento para um símbolo de resistência e utilidade pública. Essa mudança permite que a comunidade recupere a memória coletiva, promovendo a cura social e fortalecendo o vínculo dos cidadãos com o espaço.
O pixo emerge, no Carandiru, como forma de expressão legítima entre os jovens do bairro, retratando suas vivências e opiniões. Esse movimento ganha força quando o Museu Aberto de Arte Urbana surge, em São Paulo, ao lado das estações Carandiru, Santana e Portuguesa Tietê, reiterando que os bairros possuem uma grande força cultural, com artistas que desejam ser vistos e ouvidos.
Dicas de mediação
Nesse momento, mostre a imagem do Carandiru quando penitenciária e pontue a atenção des alunes aos arredores, o que está acontecendo no parque e na paisagem, quais as diferenças e semelhanças.
Perguntas mediadoras
-
Pode o 'pixo' contar a história de um lugar? Como?
-
O que ou quem podemos resgatar na rememoração do massacre do Carandiru?
-
O que o pixo pode questionar e responder sobre a violência?
-
Como o pixo pode redesenhar a história e paisagem do carandiru?
Dicas de referências
Livro “Estação Carandiru” de Drauzio Varella
Documentário “Carandiru": https://www.youtube.com/watch?v=WJvdaBsYLrw
Reportagem do Museu Aberto de Arte Urbana: https://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/ultimas-noticias/capital-abriga-o-1-museu-aberto-de-arte-urbana/
Faça seu upload de imagens nessa parada!
https://drive.google.com/drive/folders/1-qZnCz_0HjPIrEb0E-lrjV4Mw0cZNDBP?usp=drive_link
